Gamer ou Gastador? Como controlar as microtransações nos videojogos
- Publicado em 21 janeiro 2026
Jogar online é um dos passatempos favoritos dos alunos, mas os jogos "grátis" podem sair muito caros. Hoje trazemos o tema das microtransações para a sala de aula: como divertir sem desequilibrar o orçamento?
Muitos dos jogos mais populares do momento (como Fortnite, Roblox ou EA FC) funcionam num modelo Free-to-Play: a instalação é gratuita, mas lá dentro existe um mundo de compras à espera de um clique. São as chamadas microtransações. Seja para comprar uma skin nova (roupa para a personagem), desbloquear níveis ou adquirir moedas virtuais (como V-Bucks ou Robux), os pequenos gastos de 2€ ou 5€ acumulam-se rapidamente.
Onde está o perigo? Para uma criança ou jovem, a noção de dinheiro "invisível" (digital) é mais difícil de gerir do que o dinheiro físico no mealheiro. Além disso, muitos jogos utilizam técnicas de marketing agressivas, criando um sentido de urgência ("oferta limitada") que leva à compra por impulso.
Dicas para debater na Escola e em Casa:
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Distingue "Cosmético" de "Vantagem": É importante que os alunos percebam se estão a gastar dinheiro apenas para mudar o visual da personagem (status) ou para conseguir ganhar o jogo mais facilmente (pay-to-win). Vale a pena o custo?
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Define um "Plafond Gamer": Tal como definimos um orçamento para o lanche, deve haver um limite mensal para jogos.
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Prefere Cartões Pré-Pagos: Em vez de associar o cartão de crédito dos pais à consola ou telemóvel, optem por cartões presente (Gift Cards) com um valor fixo. Quando o saldo acaba, acaba a despesa.
A Literacia Financeira também se joga online. Antes de carregar em "Comprar", a pergunta deve ser sempre a mesma: "Eu preciso disto ou eu apenas quero isto?".